João Luiz Rieth e Gabriel Goulart
Designers
O CONCRETO E O DESIGN

    Verificar tendências, novas linguagens, novos materiais, hábitos revistos, costumes que se reafirmam, é tarefa permanente de designers e arquitetos, principalmente ao dar início aos novos projetos. Uma forte tendência confirmada é o uso do concreto em todas as suas variações, nas várias tonalidades de cinza.
   A referência arquitetônica nasce ainda no século passado, elemento construtivo estrutural, aparente ou não, de alta resistência à compressão, influenciou a produção dos edifícios modernos e contemporâneos, de forma mais evidente na arquitetura denominada “brutalista”.
   O cimento, um dos componentes do concreto, foi empregado então na produção de ladrilhos hidráulicos, na forma de pisos ou revestimentos de parede, naturais ou coloridos, em pleno Art Nouveau. O próprio arquiteto catalão Gaudi, criou várias soluções para os passeios de Barcelona usando o cimento como matéria prima e ainda hoje resistem ao uso contínuo.
   Após seu emprego por várias gerações de profissionais, o uso do concreto passou dos espaços externos aos internos, influenciando a produção dos revestimentos e do design das superfícies, chegando até o setor da moda. Seus tons neutros permitem a composição com cores mais vibrantes e sua textura expressiva revela seu processo produtivo.
   No contexto atual, às superfícies e seus relevos, tem sido e devem continuar, altamente elaboradas plasticamente, sejam em soluções orgânicas ou geométricas. Reproduzem outros materiais como a madeira ou as pedras naturais ou repropõe sua identidade estrutural em peças vazadas ou translúcidas como os cobogós.
   Sua composição permite alcançar espessuras variadas, das mais delgadas às mais espessas, propondo volumes, com novos significados táteis e sensoriais.

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